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quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Força e Coragem


חֲזַ֣ק וֶאֱמָ֔ץ

Hazaq ve'emats

Sê forte e corajoso


Deus fala a Josué e anima-o

Nos dias em que o grande líder e profeta, Moisés, tinha morrido, imaginemos o momento de abatimento e desânimo do povo, e do próprio Josué que estava assumindo a liderança deles.

"Sucedeu, depois da morte de Moisés, servo do SENHOR, que este falou a Josué, filho de Num, servidor de Moisés, dizendo: Moisés, meu servo, é morto; dispõe-te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel. Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés. Desde o deserto e o Líbano até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus e até ao mar Grande para o poente do sol será o vosso limite. Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei. Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais. Tão-somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares. Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido. Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares." (Josué 1.1-9)

Ser forte (חֲזַ֣ק) é permanecer firme e perseverar diante das dificuldades e pressões que colocam em dúvidas ou contraria as Palavras e Promessas de Deus. Ser corajoso (אֱמָ֔ץ) é ter a ousadia, confiança e determinação fortalecidas no SENHOR.

Essas palavras foram ditas seis vezes a Josué. Ele liderou batalhas no deserto (Êx 17), foi um dos 12 espias (Nm 13), e escolhido por Deus para ser o sucessor de Moisés nas guerras da terra prometida (Dt 3.21).

Foram ditas duas vezes em Deuteronômio 31 uma vez dita por Moisés (v.7), depois de dizer as mesmas palavras ao povo de Israel (v.6) e a outra dita pelo próprio Deus (v.23).

"Passou Moisés a falar estas palavras a todo o Israel... Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos atemorizeis diante deles, porque o SENHOR, vosso Deus, é quem vai convosco; não vos deixará, nem vos desamparará. Chamou Moisés a Josué e lhe disse na presença de todo o Israel: Sê forte e corajoso; porque, com este povo, entrarás na terra que o SENHOR, sob juramento, prometeu dar a teus pais; e tu os farás herdá-la. O SENHOR é quem vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te atemorizes... Ordenou o SENHOR a Josué, filho de Num, e disse: Sê forte e corajoso, porque tu introduzirás os filhos de Israel na terra que, sob juramento, lhes prometi; e eu serei contigo." (Deuteronômio 31.1, 6-8, 23).

Enfatizadas quatro vezes em Josué, três ditas pelo SENHOR no início do livro (Js 1.6, 7, 9), e uma vez repetida pelo povo ao animar seu líder:

"Então, responderam a Josué, dizendo: Tudo quanto nos ordenaste faremos e aonde quer que nos enviares iremos. Como em tudo obedecemos a Moisés, assim obedeceremos a ti; tão-somente seja o SENHOR, teu Deus, contigo, como foi com Moisés. Todo homem que se rebelar contra as tuas ordens e não obedecer às tuas palavras em tudo quanto lhe ordenares será morto; tão-somente sê forte e corajoso." (Js 1.16-18)

Em todas elas, incentiva e ordena "não to mandei eu?" (v.9) repetidamente a coragem, confiança e fidelidade na Palavra de Deus e suas promessas, pois o SENHOR daria vitória ao seu povo diante de todos os seus inimigos.

Assim vemos a necessidade de sermos lembrados e relembrados repetidamente das Palavras do nosso SENHOR, diante dos desafios e dificuldades da vida, especialmente nos contextos de medo, dúvidas, insegurança ou desânimos.

Sede fortes e corajosos, não temam o SENHOR é convosco. Outro fato interessante é que as palavras foram ditas a Josué,  que é a mesma palavra para Jesus em hebraico יהושׂוע "Yehôshûa" e significa "Javé é salvação". 

O Senhor Jesus disse algo semelhante aos seus discípulos, ordenando-os a guardar e ensinar suas Palavras: 

"Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século" (Mateus 28.18-20)

Portando não desanimem, "fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus" como Paulo disse a Timóteo (2Tm 2.1). "Perto está o Senhor". (Filipenses 4.5b). 

Devemos ter força e coragem para permanecer firmes pela Palavra, não deixar ninguém para trás, mas sempre avançar, como um exército numa verdadeira batalha. Devemos gastar os últimos recursos e não abandonar qualquer soldado ferido. 

Na igreja é preciso fazer o mesmo em relação as ovelhas do Senhor, ainda mais quando existe amor e verdade, é necessário cuidar sem desistir ou desanimar: "Venceu nosso Cordeiro vamos seguí-lo."

"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão." (1 Coríntios 15.58)

"Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos. Todos os vossos atos sejam feitos com amor." (1 Coríntios 16.12)

Sejamos fortes, destemidos, firmes e confiantes, também no AMOR, o verdadeiro amor é corajoso, não guarda ressentimentos e jamais acaba (1Co 13), pois no Senhor a nossa união e luta não é vã.

Nos momentos de medo, dúvidas, incertezas devemos somente confiar em Deus. Essas palavras "sê forte e corajoso" ditas repetidamente não são apenas para Josué, um grande homem de Deus que liderou o povo nas difíceis batalhas.

Ela também aparece em outras ocasiões, por exemplo, Davi falando para o seu filho Salomão.

"Disse Davi a Salomão, seu filho: Sê forte e corajoso e faze a obra; não temas, nem te desanimes, porque o SENHOR Deus, meu Deus, há de ser contigo; não te deixará, nem te desamparará, até que acabes todas as obras para o serviço da Casa do SENHOR." (1 Crônicas 28.20)

E elas não falam apenas de homens, mas principalmente sobre o SENHOR Deus cumprindo sua Palavra, e promessas feitas desde Abraão.

Por isso, precisamos manter a força e a coragem, orando para ver as mãos do SENHOR agindo em nosso tempo, mesmo que os dias sejam difíceis e tudo pareça está perdido. Devemos orar como os servos de Deus no passado:

"Socorre, SENHOR, Deus meu! Salva-me segundo a tua misericórdia. Para que saibam vir isso das tuas mãos; que tu, SENHOR, o fizeste." (Sl 109.26-27)

E dizer: "Seja feita a soberana Vontade do nosso Deus, SENHOR e Rei." Reconhecendo que somos apenas pequenos servos, simples escravos debaixo das poderosas mãos do Criador em seu governo, santos decretos e providência.

Decretos de Deus são seus planos e desígnios preestabelecidos, perfeitos e imutáveis, por meio dos quais ele dirige soberanamente a história e realiza sua vontade soberana em todo o universo, atingindo, assim, seus propósitos santos.

"Os decretos de Deus são os atos sábios, livres e santos do conselho da sua vontade, pelos quais, desde toda a eternidade, Ele, para a sua própria glória, imutavelmente predestinou tudo o que acontece, especialmente com referência aos anjos e aos homens. *Sl 33.11; Is 45.6-7; Rm 9.11-13, 22-23; Ef 1.4-6, 11" (Catecismo Maior de Westminster, p. 12)

"As obras da providência de Deus são a sua mui santa, sábia e poderosa maneira de preservar e governar todas as suas criaturas e todas as suas ações, para a sua própria glória. *Gn 45.7; Lv 21.8; Ne 9.6; Sl 103.19; 104.24; Is 63.14; 92.29; Mt 10.29-30; Rm 11.36; Hb 1.3" (Catecismo Maior de Westminster, p.18)

Os decretos em outras palavras são os planos de Deus impossíveis de ser frustrados (Jó 23.13,14; 42.2; Is 43.13; 46.10), eles são executados pela sua providência acima dos frágeis propósitos humanos (Dn 4.35; Pv 16.1, 9; 19.21; Fp 2.13). 

Eles são santos, justos, bons, sábios, prefeitos, e imutáveis, ou seja, não sofrem alterações, não depende dos meros e inconstantes sentimentos dos homens, Deus mesmo muda a disposição dos seus corações. (Êx 4.21; 7.3; 9.12; 10.20, 27; 11.10; 14.4, 17, 48; 1Sm 15.29; Sl 33.11; Is 46.10; Rm 9.18; Ef 1.1; Cl 1.1; Hb 6.17; 1Pe 4.19).

"Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem." (1Pedro 4.19)

A palavra "vontade" é θελημα "thelema", vontade, escolha de Deus, deseja em seus propósitos tem determinado que será feito, sua inclinação,  prazer, satisfação.

E "encomendar" nesse texto é παρατιθημι "paratithemi", significa, "confiar, entregar-se aos cuidados de Deus, colocar a si mesmo ou para nas mãos de Deus."

As mesmas palavras são usadas por Cristo no seu ensino e oração no Getsêmani e na cruz:

"Venha o teu reino; faça-se a tua vontade (θελημα), assim na terra como no céu." (Mateus 6.10) 

"Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos, orava, dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade (θελημα)e sim a tua. [Então, lhe apareceu um anjo do céu que o confortava. E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.]" (Lucas 22.41-44)

"Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego (παρατιθημι) o meu espírito! E, dito isto, expirou." (Lucas 23.46)



 

sábado, 7 de dezembro de 2024

BENDITA ROTINA

Que saudade daqueles dias comuns de rotina abençoada.

Você já ouviu a expressão "bendita rotina"? Normalmente ela é usada no sentido irônico, negativo e de murmuração. Mas "bendita" significa "abençoada" - "abençoada rotina", diz respeito as bênçãos cotidianas.

Eu li uma frase que dizia: "Nada é tão especial quanto um dia comum." Isso significa que quando os dias são normais "tudo está bem". Aparentemente do ponto de vista humano, você pode planejar, organizar e até "controlar" as coisas, tudo "depende" de suas ações (porque na verdade, tudo está no controle de Deus - soberania, decretos e providencia).

Difícil é quando as coisas mudam de repente e foge totalmente da sua rotina, como em caso de saúde, guerras, calamidades, etc. Você não consegue controlar, apenas tenta contornar ou minimizar os efeitos colaterais.

Havia uma prática judaica que nos chamam a atenção sobre esse fato, um judeu religioso tinha o hábito de fazer orações ao acordar e ao dormir, lembrando-se das bençãos "comuns" e cotidianas:

"Ao acordar diga: "Meu Deus, a alma que me deste é pura; tu formaste em mim, tu a inspiraste em mim, tu a conservas em mim, e um dia tu a tomarás de mim e me devolverás no futuro; por todo o tempo que a alma está dentro de mim, eu te dou graças diante de ti, Senhor meu Deus, e Deus dos meus pais, Senhor de todas as almas. Sê bendito, Senhor, que fazes as almas voltarem aos corpos mortos". Ao ouvir o cantar do galo, diga: "Bendito seja aquele que deu inteligência ao galo, para distinguir o dia da noite". Ao abrir os olhos, diga: "Bendito aquele que dá ao cego a capacidade de ver". Ao se levantar e sentar-se na cama, diga: "Bendito aquele que liberta os prisioneiros". Ao se vestir, diga: "Bendito aquele que veste os nus". Ao se levantar, diga: "Bendito aquele que eleva os que estão curvados". Ao descer da cama, tocando a terra, diga: "Bendito aquele que estendeu a terra seca sobre as águas". Ao ficar completamente em pé, diga: "Bendito aquele que dispõe os passos do homem". Ao calçarem os sapatos, diga: "Bendito aquele que satisfaz as minhas necessidades". (...)"

Que Deus nos ajude a ter um coração mais grato pela "bendita rotina", pelos "dias comuns", "dias normais" em que as bençãos de Deus estão sobre nós, mantendo tudo tranquilo e em paz. Que não nos falte harmonia, sossego, saúde, trabalho e o pão nosso na mesa, como o maná vindo do alto sendo colhido a cada dia.

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Beleza e Formosura ou Magestade?

Isaías 53.2

 וַיַּ֨עַל כַּיּוֹנֵ֜ק לְפָנָ֗יו וְכַשֹּׁ֙רֶשׁ֙ מֵאֶ֣רֶץ צִיָּ֔ה לֹא־תֹ֥אַר ל֖וֹ וְלֹ֣א הָדָ֑ר וְנִרְאֵ֥הוּ וְלֹֽא־מַרְאֶ֖ה וְנֶחְמְדֵֽהוּ׃


Nos capítulos anteriores diz que o governo está sobre os seus ombros.

Majestade é sinônimo de governo, no cumprimento na humilhação de Cristo deram com a coroa, um manto e pregaram até na cruz uma verdade em forma de zombaria "rei dos judeus". Símbolos reais sendo escarnecido mas verdadeiro.

Contudo, o texto aponta para a humilhação e sofrimento só Rei, que se fez Servo, como fica claro e evidente nos Evangelhos e nas Epístolas, onde diz que ele se esvaziou de sua glória.

Majestade no sentido de Glória, Por isso que na nossa versão os tradutores chamaram atenção para aparência, não para o caráter da majestade.

A beleza e a formosura tem haver com o ornamento da beleza das vestes reais de uma majestade.

"Não tinha aparência ou beleza de majestade para nos atrair."

O sentido teológico de Isaías 53 e que se harmoniza com o ensino do evangelho e dos apóstolos, é que o rei tirou suas vestes reais e vestiu as de servo. Daí o próprio tema, "Servo Sofredor" e não Rei Sofredor.

E não atraiu pela aparência, não nasceu na casa do rei Herodes, mas na condição de filho de carpinteiro.

O exemplo de Cristo na humilhação: 

"Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai." (Filipenses 2.5-11)

A Superioridade de Cristo Jesus: Rei Servo (lava pés)

1. A Majestade de Cristo

        - Divindade e Eternidade

        - Credo Niceno

2. A Humilhação de Jesus

        - Humanidade e Humildade: Encarnação

        - Catecismo

3. A Exaltação do Cordeiro

        - Ascensão e Majestade

        - Catecismo

Aplicações: Os ofícios de Cristo 

1. Profeta - Humilhação

2. Sacerdote - Cordeiro (Ap 5)

3. Rei - Ascensão e Exaltação

4. Judá e Levi 

5. Rei e Sacerdote da ordem de Melquisedeque (Hb)

*Catecismo

sábado, 9 de novembro de 2024

Que Show Gospel é Esse?

Jesus, a luz do mundo

"De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida." (João 8.12)

Vivemos em um tempo esquisito, onde muitos acreditam que é possível se tornar um cristão sem renuncias do fascínio, status e grandezas deste mundo de trevas. 

Onde o cristianismo parece se tornar um meio ou apenas mais um caminho alternativo e até mais acessível de adquirir ou manter, sucesso e realizações pessoais sempre crescentes.

O que pode se dizer para essa geração, sobre o antigo caminho estreito e a porta apertada de que falou o Senhor Jesus? A impressão que temos é que o discurso mudou, tudo ficou largo, espaçoso e fácil?

Não é preciso deixar mais nada para trás, a conversão não precisa ser total, pode ser parcial? Não é necessário renunciar nada para seguir a Cristo, como fizeram os apóstolos e primeiros cristãos?

"Então, lhe falou Pedro: Eis que nós tudo deixamos e te seguimos; que será, pois, de nós? Jesus lhes respondeu: Em verdade vos digo que vós, os que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do Homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe [ou mulher], ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna." (Mateus 19.27-29 )

"Então, Pedro começou a dizer-lhe: Eis que nós tudo deixamos e te seguimos. Tornou Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos por amor de mim e por amor do evangelho, que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, a vida eterna." (Marcos 10.28-30)

O que poderíamos dizer do Salmo 1, quando fala acerca do conselho, caminho e mesa dos ímpios. E o caso dos jovens que se recusaram e comer da iguarias da Babilônia. Ou ainda sobre o diálogo do nosso Senhor com o jovem rico? Será que a mensagem e necessidade de consagração, renuncia e urgência, realmente mudou? 

"E Jesus, fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta: Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me. Ele, porém, contrariado com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades." (Marcos 10.21-22)

"A outro disse Jesus: Segue-me! Ele, porém, respondeu: Permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Mas Jesus insistiu: Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e prega o reino de Deus. Outro lhe disse: Seguir-te-ei, Senhor; mas deixa-me primeiro despedir-me dos de casa. Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus." (Lucas 9.59-62)

"E outro dos discípulos lhe disse: Senhor, permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Replicou-lhe, porém, Jesus: Segue-me, e deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos." (Mateus 8.21-22)

"Partindo Jesus dali, viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu." (Mateus 9.9)

"Quando ia passando, viu a Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu." (Marcos 2.14)

Os cristãos no passado deixavam ou perdiam seus empregos, bens, status e a própria vida pela fé. A nossa geração não tem ideia do que isso significa.

Parece que aquela máxima "Um pé na igreja e outro no mundo." Se tornou a regra do cristão piedoso e maduro?

O que significa escandalizar em nossos dias, antes até comer carne sacrificada no mercado seria motivo para cautela. Por esse motivo, enviamos relatos de que no passado os cristãos evitavam até comer em festas pagãs, hoje seriam tidos por legalistas, radicais, intolerantes ou no mínimo, ignorância e exagero - "ou besteira".

Será que a moda agora é: "Venha como está e permaneça de qualquer jeito, como der ou quiser?" E ainda conquiste todos os seus sonhos, pois esse "jesus-motivacional" é como um gênio da lâmpada que realiza não apenas três pedidos, mas todos seus desejos? 

Nossa geração está ouvindo as sugestões de Satanás? "Vem e te darei as glórias do mundo." Ou ainda é possivel ouvir a voz do Cristo verdadeiro em nossos dias? "Queres me seguir? O filho do homem não tem onde reclinar a cabeça."

É possível aplicar as parábolas do Tesouro e da Pérola em nossos dias? O negar-se a si mesmo, tomar a cruz, renunciar o mundo e suas glórias, sofrer açoites, perder os aplausos do mundo, "deixar tudo" e considerar como nada para ganhar a Cristo. (Fp 3) 

Esse evangelho ainda é pregado ou vivido em nossos dias? Será que estamos ouvindo o mesmo evangelho que os apóstolos do Senhor pregaram? Ou um outro, distorcido, no qual não há nenhum problema servir a dois senhores, sendo possível agradar a Deus e ao mundo?

Em nosso tempo, não se calculam mais os custos de uma verdadeira decisão de seguir a Cristo. Não é de se estranhar porque um grande número abandonam a fé diante das primeiras dificuldades ou pelos confortos, glórias temporais, o fascínio do mundo concorrendo com a Palavra, e assim também tornando-a infrutífera. (A Parábola do Semeador e da Torre)

Assim, não há mais custos, além disso tantos  vindo do mundo das trevas continuam buscando a própria glória, admiração e exaltação dos homens, mesmo sendo através do evangelho. 

Como celebridades e estrelismo, ou desejando fama como os construtores da Torre de Babel: "Vinde, vamos, tornemos os nossos nomes célebres". Com essa motivação e anseio surgem até novas denominações a cada dia, fazem ou tentam fazer das igrejas seu próprio reino, domínio e prosperidade pessoal e particular.

Hoje também se vende de tudo no meio cristão e nas igrejas. As Escrituras já advertiu nesses termos: "farão comércio de vós, mercadores, mercadejando a Palavra, como verdadeiros mercenários."

Nessa caricatura toda, esquisita e mau feita, com poucas excessões não se faz músicas como antigamente, hoje a maioria é antropocentrica e triunfalista, exaltando o homem, colocando-o no centro e Deus em segundo plano, na posição de servo. Algo de fato espantoso:

"Eu sinto um verdadeiro espanto no meu coração em constatar que o evangelho já mudou, quem antes era servo agora achasse senhor e diz pra Deus como Ele deve ser... Mas, o verdadeiro Evangelho exalta a Deus, ele é tão claro como a água que eu bebi, que não se negocia a sua essência..." (Logos)

De fato, são dias muito distante e diferente daquilo que falou João Batista, "Importa que ele cresça e eu diminua." E ainda como o apóstolo Paulo que considerava suas perdas como lucro, por causa e pela causa do Evangelho.

Que Deus tenha piedade de nós e de nossa geração, que quanto mais canta, mais é analfabeta de bíblia. Como dizem alguns do nosso tempo.

terça-feira, 3 de setembro de 2024

Devocionais

1. Confiança em Deus

A confiança é o exercício da fé, assim como Davi confiou que Deus lhe daria a vitória sobre Golias. Confiar traz a segurança, traquilidade e ousadia necessária diante das preocupações, provações, planos, dificuldades e desafios da vida.

"Confia ao SENHOR as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos." (Provérbios 16.3) 

"Confia os teus cuidados ao SENHOR, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado." (Salmo 55.22)

A confiança em Deus é traz uma compreensão, certeza e o reconhecimento que o SENHOR sustenta, mantém, governa e guia todas as coisas conforme a vontade Dele. Confiar, nutre a fé, fazendo suportar e resistir. Não se apoia em mero entendimento ou capacidade pessoal.

"Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes (apoiar-se) no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal; será isto saúde para o teu corpo e refrigério, para os teus ossos." (Provérbios 3.5-8)

"Muito sofrimento terá de curtir o ímpio, mas o que confia no SENHOR, a misericórdia o assistirá." (Salmos 32:10)

O SENHOR o assiste, envolver, cercar, está em sua volta como os montes de Sião: 

"Os que confiam no SENHOR são como o monte Sião, que não se abala, firme para sempre. Como em redor de Jerusalém estão os montes, assim o SENHOR, em derredor do seu povo, desde agora e para sempre." (Salmo 125.2). 

O Senhor está sempre próximo dos seus servos. A exemplo da fornalha ardente.

"Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade." (Salmo 145.18)

"Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor." (Filipenses 4.5)

"Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei... Então, o rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa, e disse aos seus conselheiros: Não lançamos nós três homens atados dentro do fogo? Responderam ao rei: É verdade, ó rei. Tornou ele e disse: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses." (Daniel 3.17, 24-25)

"Confia no SENHOR e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade. Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará." (Salmo 37.3-5) 

A palavra "alimentasse" nesse texto é a mesma usada no Salmo 23.1, quando se refere pastoreio do Senhor, que cuida, alimenta, e como um mestre dirige e governa pela verdade". Confiar é portanto, se alimentar da verdade, em submisso, firmeza e fidelidade.

A verdadeira confiança em Deus também, traz alegria e felicidade ao homem:

"Ó SENHOR dos Exércitos, feliz o homem que em ti confia." (Salmos 84.12)

"Bendito o homem que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR." (Jeremias 17.7)

A confiança em Deus significa perseverança na vontade do Senhor, aguardando os cumprimentos de suas promessas, permanecendo firmes, seguros, destemidos, corajosos e entusiasmados sem recuar ou retroceder.

"Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará; todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma. Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma." (Hb 10.35-39)

Essa confiança também é associada a ousadia e convicção na forma de falar e no comportamento seguro e corajoso, mesmo diante das perseguições ou tribulações:

"Porque vós, irmãos, sabeis, pessoalmente, que a nossa estada entre vós não se tornou infrutífera; mas, apesar de maltratados e ultrajados em Filipos, como é do vosso conhecimento, tivemos ousada confiança em nosso Deus, para vos anunciar o evangelho de Deus, em meio a muita luta." (1 Tessalonicenses 2.1-2)

"...segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor, pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele. Portanto, vos peço que não desfaleçais nas minhas tribulações por vós, pois nisso está a vossa glória." (Efésios 3.11-12)

"E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus;" (2 Coríntios 3.4)

"Pois tu és a minha esperança, SENHOR Deus, a minha confiança desde a minha mocidade. Em ti me tenho apoiado desde o meu nascimento; do ventre materno tu me tiraste, tu és motivo para os meus louvores constantemente. Para muitos sou como um portento, mas tu és o meu forte refúgio. Os meus lábios estão cheios do teu louvor e da tua glória continuamente. Não me rejeites na minha velhice; quando me faltarem as forças, não me desampares." (Salmo 71.5-9)

"Para que a tua confiança esteja no SENHOR, quero dar-te hoje a instrução, a ti mesmo." (Provérbios 22.19)

Devemos dar instrução a nossos filhos para que confiem no Senhor. Que o SENHOR nos dê sua graça a cada dia para que vejam em nós um exemplo e testemunho de confiança em Deus.


2. Fé

A Escritura define fé como "a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não vemos... Pela fé cremos que o mundo visível foi criado pelo que não vemos." (Hebreus 11.1, 3)

E mais, "...sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam." (vs. 6)

Pela fé Abraão saiu de sua terra e do meio da sua parentela, para uma terra que o SENHOR lhe mostraria no caminho. (vs. 8; Gênesis 12.1-5)

"O justo viverá pela fé... e de fé em fé." (Habacuque 2.4; Romanos 1.17) A Escritura também afirma, que não basta crer é preciso perseverar na fé, para salvação:

"Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma." (Hebreus 10.39)


P. 86 - O que é fé em Cristo Jesus?

R. Fé em Cristo Jesus é uma graça salvadora, pela qual o recebemos e confiamos só nele para salvação, como nos oferecido no Evangelho.

Essa confiança também chamada de "fé salvadora" é um dom de Deus concedido ao homem, como afirmou o apóstolo Paulo aos Efésios. (Ef 2.8)

Como o apóstolo João declarou: "...a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus." (João 1.12-13)

Jesus disse: "Quem crê em mim, ainda que morra viverá (João 11.25) ...eu o ressuscitarei no último dia. (6.40)"

E ainda, antes de partir confortando os seus discípulos disse: "Não se turbe o vosso coração; Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas." (João 14.1-2)

*turbe - inquieto, impaciente, preocupado , ansioso ou angustiado.

*crer - acreditar, confiar.

Os apóstolos ao serem perguntados: "Que devo fazer para que seja salvo? Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa. pregaram." (Atos 16.30-31)


3. Arrependimento

Arrependimento bíblico não é apenas um remorso, ou sentimento de culpa, semelhante ao de Judas ao trair Jesus (Mateus 27.3-5), mas também uma mudança de mentalidade, atitudes, comportamentos, estilo de vida, como o de Pedro mesmo tido negado o mestre (Mateus 26.69-75; Atos 11.18).

O verdadeiro arrependimento é somente concedido por Deus (Romanos 2.4; 2 Timóteo 2.25), pois o Espírito Santo é quem "convence o homem do pecado, da justiça e do juízo". (João 16.8)

Por isso, também é chamado de "arrependimento para vida".


P. 87. O que é arrependimento para a vida?

R. Arrependimento para vida é uma graça salvadora, pela qual o pecador, tendo um verdadeiro sentimento de seu pecado e percepção da misericórdia de Deus em Cristo, se enche de tristeza e de horror pelos seus pecados, abandona-os e volta-se para Deus, inteiramente resolvido a prestar-lhe nova obediência. (BCW)

O arrependimento bíblico traz consigo uma tristeza, acompanhada de temor e clara consciência da Justiça e misericórdia de Deus. (2 Coríntios 7.9-10)

Seguido de um pedido de perdão pelos "pecados", onde o homem que havia "errado o alvo" de viver para glória de Deus, por desconhecimento, desobediência, rebeldia, transgressão, falta de conformidade com a Palavra de Deus (1 João 3.4), tem a alma, a mente e o coração restaurados, voltando-se em submissão ao Senhor, daí vem a palavra "conversão", voltar-se para Deus.

"Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar." (Isaías 55.7)

"Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados." (Atos 3.19)


4. Obediência (Ef 2; 1Pe 1)

5. Perdão (Mt 6)

6. Culto

7. Batismo e Profissão de Fé

8. Santa Ceia

9. O primeiro milagre de Cristo aponta para o seu ministério - para suas duas ordenanças

10. Música - Louvores

11. Salmos - Salmodiai - falai com com salmos (didáticos)

12. Suportai uns aos outros

13. Mão com mão (Pv)

14. Menina dos teus olhos

שָׁ֭מְרֵנִי כְּאִישׁ֣וֹן בַּת־עָ֑יִן

Salmos 17:8 Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das tuas asas,

Provérbios 7:2 Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos.

15. A Ressurreição (1Co 15)

16. Bênção Araonica - Sacerdotal

"Disse o SENHOR a Moisés: Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel e dir-lhes-eis: O SENHOR te abençoe e te guarde; o SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o SENHOR sobre ti levante o rosto e te dê a paz. Assim, porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei." (Números 6.22-27)

  1. Re

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sexta-feira, 23 de agosto de 2024

TENDE BOM ÂNIMO

Angústia e Tristeza

Medo, angústias e tristezas fazem parte da vida, desde a queda de Adão, "porque tive medo e me escondi". O dia a dia do homem neste mundo pode ser ilustrado pelo próprio batimento cardíaco - cheio de altos e baixos.

A Bíblia está repleta de exemplos de homens de Deus me passaram por grande aflições e tribulações, por motivos diversões. Mas também está cheia de consolo para nós.

O livro de Jó conta a história de um homem justo e íntegro que sofreu a perca de todos os seus bens, sua saúde e seus 10 filhos.

Davi com outros salmistas escreveram muitos cânticos que falam de seus sentimentos e experiências de angústias.

- "Angústias do inferno se apoderaram de mim, caí em tribulação e tristeza."

- "Porque estás abatida oh minha alma, porque te pertubas dentro de mim. Confia em Deus... Espera em Deus..."


Elias

Jonas

Jeremias

Neemias

Pedro

Paulo

Jesus


Salmo 90

Mateus 6

Filipenses 4

João 14

Hebreus 12

quinta-feira, 13 de junho de 2024

AOS VETERINÁRIOS

O cuidado com os animais faz parte do mandato cultural dado por Deus no Éden, ou seja, o cuidado com a natureza desde a criação.

Um dos primeiros trabalho do homem, está relacionado aos animais, dar nomes a eles. Pois Deus trazia os animais para ver como este o chamava, e o nome que o homem desse aos animais esse seria o nome deles. Que privilégio Deus concede ao homem de dá nomes a Sua criação. 

"Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todos os animais do campo e todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem, para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a todos os seres viventes, esse seria o nome deles. Deu nome o homem a todos os animais domésticos, às aves dos céus e a todos os animais selváticos;" (Gênesis 2.19-20)

Além disso, é declarado nas Escrituras que: "O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel." (Provérbios 12.10) A palavra atentar aqui significa, "considerar, observar, conhecer, dar atenção, cuidar, dar importância".

Também nos recordamos de dois fatos mencionados na Bíblia, envolvendo jumentos; um homem embrutecido e sua jumenta, ao ponto dele trocar algumas palavras com ela. (Números 22.21-33)

E o outro, mais importante, um jumentinho sendo usado na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém: "E Jesus, tendo conseguido um jumentinho, montou-o, segundo está escrito: Não temas, filha de Sião, eis que o teu Rei aí vem, montado em um filho de jumenta." (João 12.12-15; Zacarias 9.9; Mateus 11.1-10; Lucas 19.28-38)

A Bíblia também menciona o cuidado do próprio Deus sobre os animais, desde sua criatividade, vários tipos, formatos, tamanhos e cores, como sua manutenção pelas obras da providência, e seus hábitos. (Salmo 104.24-25; Jó 38.1 – 39.2; Mt 6):

"Que variedade, SENHOR, nas tuas obras! Todas com sabedoria as fizeste; cheia está a terra das tuas riquezas. Eis o mar vasto, imenso, no qual se movem seres sem conta, animais pequenos e grandes.” (Salmo 104.24-25)

"Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?" (Mateus 6.26) 

Eles até servem de ensino para os homens, como o hábito das formigas, da águia, e tantos outros, animais puros e impuros, ilustrando também os atos dos homens; ovelhas, bodes, pombas, serpentes, víboras, lobos, porcos, cães, etc.

Devemos ser imitadores do Criador como filhos amados do nosso Pai Celeste, e cuidar de sua criação, inclusive dos animais, criaturas de Deus, que sofrem por culpa do homem, pois eles também adoecem, sentem dores, tristezas, alegria, afeto e amizade.

Deus atende até os animais quando clamam por alimento para seus filhotes e cuida deles:

"...e dá o alimento aos animais e aos filhos dos corvos, quando clamam." (Salmos 147.9) 

"Se de caminho encontrares algum ninho de ave, nalguma árvore ou no chão, com passarinhos, ou ovos, e a mãe sobre os passarinhos ou sobre os ovos, não tomarás a mãe com os filhotes; deixarás ir, livremente, a mãe e os filhotes tomarás para ti, para que te vá bem, e prolongues os teus dias." (Deuteronômio 22.6-7)

"Quem prepara aos corvos o seu alimento, quando os seus pintainhos gritam a Deus e andam vagueando, por não terem que comer? Sabes tu o tempo em que as cabras monteses têm os filhos ou cuidaste das corças quando dão suas crias?" (Jó 38.41-39.1)

Se nós que somos pecadores atendemos as necessidades das criaturas de Deus, quanto mais o SENHOR que os criou e deu a vida.

Deus nos deu a ordem e responsabilidade de cuidar da criação, isso inclui também orar por ela. Concordo que o argumento seja simplista... Mas também uma influência do meu pai, pois ele orava pelas flores do campo, borboletas, aves do céu, peixes do mar...

Contudo, usando o exercício da lógica piedosa e pensando biblicamente - seria um motivo justo pelo que orar, especialmente fazendo aplicações dos textos: "O justo atenta para a vida dos seus animais..." E dos próprios animais "clamarem" por suas crias e o Criador ter interesse de alimentá-los... com ampla citação a esse respeito, até mesmo do Senhor Jesus.

Deve-se orar pelas chuvas? Pelos frutos da terra? Pela prosperidade dos campos? Então, devemos orar pelos animais e suas crias, para que sejam fecundos e produtivos. E também em casos de aperto. (2 Crônicas 7.13-14; 1 Reis 18.41-45)

Além disso, toda criação também exalta ao Senhor, pois foi criada para o seu louvor:

"Louvai ao SENHOR da terra, monstros marinhos e abismos todos... feras e gados, répteis e voláteis... Louvem o nome do SENHOR, porque só o seu nome é excelso; a sua majestade é acima da terra e do céu." (Salmos 148.7, 10, 13).

"Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia!" (Salmo 150.6).

Os animais contribuem com a felicidade do homem, fazem companhia, e também cansam, pois o ajudam no trabalho, sendo lembrados nos mandamentos, principalmente sobre o descanso. (Êxodo 20.9-10, 17)

Além disso aguardam a remissão e restauração da terra quando todos viverão em paz com os homens. (Romanos 18.18-25; Isaías 11.6-9; Apocalipse 5.13)

"O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi. A criança de peito brincará sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco." (Isaías 11.6-8)

No que diz respeito a consumação dos séculos, no novo céus e nova terra, a partir desses textos, alguns creem na recreação dos animais, outros na ressurreição deles. Pelo fato, dos efeitos da maldição e da morte, ter atingido a terra de forma total e não parcial, também serão revertidos plenamente. Contudo, é certo que eles estarão presentes e louvarão ao SENHOR:

"Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos." (Apocalipse 5.13)

Que o Criador conceda sua bendita graça aos profissionais dessa importante área; médicos veterinários, tecnos, ong's e tantos outros que cuidam e amenizam os sofrimentos dessas pequenas e grandes criaturas tão queridas que Deus deu vida.

Parafraseando os Reformadores do Séc. XVI: "Cuidadores que cuidam dos animais, vocês cuidam do que pertence ao Reino de Deus." 

Parabéns aos que escolheram essa profissão, que Deus abençoe vocês no uso dos dons que Ele lhes concedeu.

terça-feira, 9 de abril de 2024

 O SER DE DEUS


1 - A Existência de Deus:

As obras da criação revelam um criador, mui sábio, infinitamente, inteligente, organizado, criativo e todo poderoso.

a. Afirmação e Relato da Criação: (Gn 1-3; Sl 24.1-2; Jó 38.1 – 39.2)

“Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam. Fundou-a ele sobre os mares e sobre as correntes a estabeleceu.” (Salmos 24.1-2)

b. A Variedade da Criação: (Sl 104.24-25; Jr 10.12)

“Que variedade, SENHOR, nas tuas obras! Todas com sabedoria as fizeste; cheia está a terra das tuas riquezas. Eis o mar vasto, imenso, no qual se movem seres sem conta, animais pequenos e grandes.” (Salmos 104.24-25)

“O Senhor fez a terra pelo seu poder; estabeleceu o mundo por sua sabedoria e com a sua inteligência estendeu os céus.” (Jeremias 10.12)

c. A Revelação da Criação: (Sl 19.1-6; Rm 1.18-25; Hb 11.1-3)

d. A Revelação da Escritura: (Sl 19.7-11; Mq 6.8)


“Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.”(Miquéias 6.8)

2 - Os Atributos de Deus:


a. Os Nomes de Deus, relacionados ao que  Ele é, fez e faz.


b. Os Atributos Comunicáveis e Incomunicáveis

"Os atributos incomunicáveis de Deus. Estes são aqueles atributos que Deus não transmitiu a sua criação. São prerrogativa dEle somente. A eternidade, a infinitude, a independência, a imutabilidade, perfeição. Deus é eterno. Significa que Ele não tem começo nem fim. Deus é infinito. Deus é independente. Deus não precisa de ninguém. Nós em tudo carecemos dEle. Deus é imutável. Deus não cresce, nem diminui. Não se fortalece, nem enfraquece. Não aprende, nem de nada se esquece. O seu eterno decreto, não muda. Deus é perfeito. Em todos os seus atributos e suas obras não há erros, nem defeitos." (Discipulado - Ewerton Tokashiki) 

3 - Quem Deus é? (A Trindade)


a. Argumentos Bíblicos


b. Evidências Criacionais


CONFISSÂO DE FÉ DE WESTMINSTER

CAPÍTULO I – DA ESCRITURA SAGRADA

I. Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda. Isto torna indispensável a Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo.

Sal. 19: 1-4; Rom. 1: 32, e 2: 1, e 1: 19-20, e 2: 14-15; I Cor. 1:21, e 2:13-14; Heb. 1:1-2; Luc. 1:3-4; Rom. 15:4; Mat. 4:4, 7, 10; Isa. 8: 20; I Tim. 3: I5; II Pedro 1: 19.

 

II. Sob o nome de Escritura Sagrada, ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho e do Novo Testamento, que são os seguintes, todos dados por inspiração de Deus para serem a regra de fé e de prática:

Ef. 2:20; Apoc. 22:18-19: II Tim. 3:16; Mat. 11:27.

 

III. Os livros geralmente chamados Apócrifos, não sendo de inspiração divina, não fazem parte do cânon da Escritura; não são, portanto, de autoridade na Igreja de Deus, nem de modo algum podem ser aprovados ou empregados senão como escritos humanos.

Luc. 24:27,44; Rom. 3:2; II Pedro 1:21.

 

IV. A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a palavra de Deus.

II Tim. 3:16; I João 5:9, I Tess. 2:13.

 

V. Pelo testemunho da Igreja podemos ser movidos e incitados a um alto e reverente apreço da Escritura Sagrada; a suprema excelência do seu conteúdo, e eficácia da sua doutrina, a majestade do seu estilo, a harmonia de todas as suas partes, o escopo do seu todo (que é dar a Deus toda a glória), a plena revelação que faz do único meio de salvar-se o homem, as suas muitas outras excelências incomparáveis e completa perfeição, são argumentos pelos quais abundantemente se evidencia ser ela a palavra de Deus; contudo, a nossa plena persuasão e certeza da sua infalível verdade e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo, que pela palavra e com a palavra testifica em nossos corações.

I Tim. 3:15; I João 2:20,27; João 16:13-14; I Cor. 2:10-12.

 

VI. Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela. À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens; reconhecemos, entretanto, ser necessária a íntima iluminação do Espírito de Deus para a salvadora compreensão das coisas reveladas na palavra, e que há algumas circunstâncias, quanto ao culto de Deus e ao governo da Igreja, comum às ações e sociedades humanas, as quais têm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as regras gerais da palavra, que sempre devem ser observadas.

II Tim. 3:15-17; Gal. 1:8; II Tess. 2:2; João 6:45; I Cor. 2:9, 10, l2; I Cor. 11:13-14.

 

VII. Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em um ou outro passo da Escritura são tão claramente expostas e explicadas, que não só os doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios ordinários, podem alcançar uma suficiente compreensão delas.

II Pedro 3:16; Sal. 119:105, 130; Atos 17:11.

 

VIII. O Velho Testamento em Hebraico (língua vulgar do antigo povo de Deus) e o Novo Testamento em Grego (a língua mais geralmente conhecida entre as nações no tempo em que ele foi escrito), sendo inspirados imediatamente por Deus e pelo seu singular cuidado e providência conservados puros em todos os séculos, são por isso autênticos e assim em todas as controvérsias religiosas a Igreja deve apelar para eles como para um supremo tribunal; mas, não sendo essas línguas conhecidas por todo o povo de Deus, que tem direito e interesse nas Escrituras e que deve no temor de Deus lê-las e estudá-las, esses livros têm de ser traduzidos nas línguas vulgares de todas as nações aonde chegarem, a fim de que a palavra de Deus, permanecendo nelas abundantemente, adorem a Deus de modo aceitável e possuam a esperança pela paciência e conforto das escrituras.

Mat. 5:18; Isa. 8:20; II Tim. 3:14-15; I Cor. 14; 6, 9, 11, 12, 24, 27-28; Col. 3:16; Rom. 15:4.

 

IX. A regra infalível de interpretação da Escritura é a mesma Escritura; portanto, quando houver questão sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura (sentido que não é múltiplo, mas único), esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente.

At. 15: 15; João 5:46; II Ped. 1:20-21.

 

X. O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas e por quem serão examinados todos os decretos de concílios, todas as opiniões dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opiniões particulares, o Juiz Supremo em cuja sentença nos devemos firmar não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura.

Mat. 22:29, 3 1; At. 28:25; Gal. 1: 10.

 

CAPÍTULO II – DE DEUS E DA SANTÍSSIMA TRINDADE

I. Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e perfeições. Ele é um espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros ou paixões; é imutável, imenso, eterno, incompreensível, - onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para a sua própria glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável. É cheio de amor, é gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro remunerador dos que o buscam e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos, pois odeia todo o pecado; de modo algum terá por inocente o culpado.

Deut. 6:4; I Cor. 8:4, 6; I Tess. 1:9; Jer. 10:10; Jó 11:79; Jó 26:14; João 6:24; I Tim. 1:17; Deut. 4:15-16; Luc. 24:39; At. 14:11, 15; Tiago 1:17; I Reis 8:27; Sal. 92:2; Sal. 145:3; Gen. 17:1; Rom. 16:27; Isa. 6:3; Sal. 115:3; Exo3:14; Ef. 1:11; Prov. 16:4; Rom. 11:36; Apoc. 4:11; I João 4:8; Exo. 36:6-7; Heb. 11:6; Nee. 9:32-33; Sal. 5:5-6; Naum 1:2-3.

 

II. Deus tem em si mesmo, e de si mesmo, toda a vida, glória, bondade e bem-aventurança. Ele é todo suficiente em si e para si, pois não precisa das criaturas que trouxe à existência, não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas. Ele é a única origem de todo o ser; dele, por ele e para ele são todas as coisas e sobre elas tem ele soberano domínio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser. Todas as coisas estão patentes e manifestas diante dele; o seu saber é infinito, infalível e independente da criatura, de sorte que para ele nada é contingente ou incerto. Ele é santíssimo em todos os seus conselhos, em todas as suas obras e em todos os seus preceitos. Da parte dos anjos e dos homens e de qualquer outra criatura lhe são devidos todo o culto, todo o serviço e obediência, que ele há por bem requerer deles.

João 5:26; At. 7:2; Sal. 119:68; I Tim. 6: 15; At - . 17:24-25; Rom. 11:36; Apoc. 4:11; Heb. 4:13; Rom. 11:33-34; At. 15:18; Prov. 15:3; Sal. 145-17; Apoc. 5: 12-14.

 

III. Na unidade da Divindade há três pessoas de uma mesma substância, poder e eternidade - Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo, O Pai não é de ninguém - não é nem gerado, nem procedente; o Filho é eternamente gerado do Pai; o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho.

Mat. 3:16-17; 28-19; II Cor. 13:14; João 1:14, 18 e 15:26; Gal. 4:6.


CAPÍTULO IV - DA CRIAÇÃO

I. Ao princípio aprouve a Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo, para a manifestação da glória do seu eterno poder, sabedoria e bondade, criar ou fazer do nada, no espaço de seis dias, e tudo muito bom, o mundo e tudo o que nele há, visíveis ou invisíveis.

Rom. 9:36; Heb. 1:2; João 1:2-3, Rom. 1:20; Sal. 104:24; Jer. 10: 12; Gen. 1; At. 17:24; Col. 1: 16; Exo. 20: 11.

 

II. Depois de haver feito as outras criaturas, Deus criou o homem, macho e fêmea, com almas racionais e imortais, e dotou-as de inteligência, retidão e perfeita santidade, segundo a sua própria imagem, tendo a lei de Deus escrita em seus corações, e o poder de cumpri-la, mas com a possibilidade de transgredi-la, sendo deixados à liberdade da sua própria vontade, que era mutável. Além dessa escrita em seus corações, receberam o preceito de não comerem da árvore da ciência do bem e do mal; enquanto obedeceram a este preceito, foram felizes em sua comunhão com Deus e tiveram domínio sobre as criaturas.

Gen. 1:27 e 2:7; Sal. 8:5; Ecl. 12:7; Mat. 10:28; Rom. 2:14, 15; Col. 3:10; Gen. 3:6.

 “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.” (Gênesis 1.26)

 “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.” (João 1. 2-3)

“Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.” (Cl 1.16-17)

“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Romanos 11.36)

 

BREVE CATRECISMO DE WESTMINSTER

PERGUNTA 1. Qual é o fim principal do homem?

RESPOSTA. O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre.

Referências: Rm 11.36; 1Co 10.31; Sl 73.25-26; Is 43.7; Rm 14.7-8; Ef 1.5-6; Is 60.21; 61.3.

 

P. 2. Que regra deu Deus para nos dirigir na maneira de o glorificar e gozar?

R. A Palavra de Deus, que se acha nas Escrituras do Velho e do Novo Testamentos, é a única regra para nos dirigir na maneira de o glorificar e gozar.

Ref. Lc 24.27, 44; 2Pe 3.2, 15-16; 2Tm 3.15-17; Lc 16.29-31; Gl 1.8-9; Jo 15.10-11; Is 8.20; Hb 1:1 comparado com Lc 1.1-4 e Jo 20.30-31.

 

P. 3. Qual é a coisa principal que as Escrituras nos ensinam?

R. A coisa principal que as Escrituras nos ensinam é o que o homem deve crer acerca de Deus, o dever que Deus requer do homem.

Ref. Jo 5.39; 20.31; Sl 119.105; Rm 15.4; 1Co 10.11.

 

P. 4. Quem é Deus?

R. Deus é espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade.

Ref. Jo 4.24; Ex 3.14; Sl 145.3; 90.2; Tg 1.17; Rm 11.33; Gn 17.1, Ap 4.8; Ex 34.6-7.

 

P.5. Há mais de um Deus?

R. Há só um Deus, o Deus vivo e verdadeiro.

Ref. Dt 6.4; 1Co 8.4; Jr 10.10; Jo 17.3.

 

P. 6. Quantas pessoas há na Divindade?

R. Há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e estas três são um Deus, da mesma substância, iguais em poder e glória.

Ref. Mt 3.16-17; 28.19; 2Co 13.13; Jo 1.1; 3.18; At 5.3-4; Hb 1.3; Jo 10.30.


sábado, 28 de janeiro de 2023

O Que é o Homem?

O Que é o Homem?

“Que é o homem, que dele te lembres...” (Salmo 8.3-4)

No texto acima o rei Davi contemplando a obra da criação e da providência, lembrando-se do favor e bondade de Deus, manifesta em seus livramentos, admirado pergunta; “que é o homem?” diante da grandeza do universo feito pelas mãos do SENHOR.

Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres? E o filho do homem, que o visites?” Salmos 8.3-4

"Ao contemplar os céus com toda a sua majestade, Davi sente-se forçado a perguntar porque Deus escolheria algo tão pequeno e insignificante como é o homem, para ser objeto de seu especial amor, revelando-se até as crianças que passam a louvá-Lo (v. 2)”  VIDA NOVA

Lembramos que Deus visitava Adão do Éden (Gn 3.8), lembramos ainda de Noé que o SENHOR o visitou com favor e lembrou-se dele quando vagava na imensidão das águas do dilúvio. (Gn 8.1).

No Salmo 144.3-4. O rei Davi volta considerar a questão do que é o homem, agora pensando na brevidade da vida, na maldade humana e na misericórdia, na grandeza de Deus, e como o SENHOR se interessava por um simples mortal como ele.

"A vida do homem é efêmera e de curta duração. Essa palavra é traduzida por "vaidade" em Ec 1.2. o poeta admirava-se com o fato de Deus cuidar dele." GENEBRA

Mas consideremos primeiro, antes de voltarmos a esse ponto, o que é homem no mundo em relacionamentos com seus semelhantes e o que pensa de si mesmo. Existe pelo menos três visão que o homem tem de si mesmo:

1. O que ele pensa que é - incluindo orgulho, vangloria ou vitimísmo; (Jr 17.9; Pv 3.7; 26.16; 30.12; Is 5.21; Rm 12.3, 16)

2. O que outros pensam e dizem dele - em suas variadas opiniões; (2Co 6.8; Mc 8.27-30)

3. Quem ele realmente é diante de Deus; (Pv 21.2; Sl 139)

Eis o chamado e trabalho teológico, como diziam Agostinho e Calvino: "Conheces a Deus e a ti mesmo".

1. O que você pensa que é - incluindo orgulho, vangloria ou vitimísmo; (Jr 17.9; Pv 3.7; 26.16; 30.12; Is 5.21; Rm 12.3, 16)

No primeiro já temos um grande problema, porque existe o homem consciente, fingido (aí pode incluir o dissimulado/mentiroso e hipócrita) e enganado por si mesmo (enganando e sendo enganado, por si e pelos outros).

O ímpio e o falso profeta, por exemplo, é enganado por satanás e por seu próprio coração ou cobiça. As vezes sinceros, mas errados e propagadores do erro. O engano nem sempre é fruto da dissimulação ou hipocrisia, mas de convicções erradas.

Mesmo sem estarem cônscios de suas heresias, pois acreditam nelas como se fossem verdades genuínas, "fazem ousadas asseverações do que não entendem", mas não conseguem discernir entre sua mão direita ou esquerda, entre a verdade e o erro. São cegos guiando cegos.

Os falsos profetas buscando agradar seus ouvintes como sendo agentes especiais de posse de uma revelação ou condição superior aos demais homens, buscam a autoglorificação usando o nome de Deus em vão, e atraindo para si juízo divino por desprezarem o que diz a Escritura. Pois não examinam, não estudam com temor, e assim não valorizam, nem pregam com fidelidade e zelo, tentando sempre agradar os ouvidos e inflar os egos dos homens cheios de cobiças e desejos avarentos. Antes as despreza na prática, discurso e na vida.

Assim temos nessa problemática a questão do "ego", que tenta preservar a nossa imagem, consciente ou não. Narcisismo e autoidolatria vangloriando e gabando-se. Um tipo de culto em ações de graças a si mesmo e aos seus méritos e feitos. Admirando-se de sua beleza e inteligência, autoestima – estima própria. Assim é a inclinação natural do homem em seu estado de queda.

Conscientes quando tentamos justificar nossas ações desastrosas, com desculpas, dissimulações, fingimento, autojustificativa, releitura e reinterpretações da vida, vitimísmo, perante os outros, com o objetivo autopropaganda. As redes sociais é um exemplo da imagem que se quer passar, tipo um marketing pessoal, onde se intenta causa uma impressão que muitas vezes não condiz com a realidade. Sempre somos os bonzinhos e heróis de nossas autobiografias, exaltando as qualidades e ocultando ou minimizando os próprios vícios e erros.

Inconsciente quando até mesmo o corpo discorda de nossas próprias mentiras. E outras formas de egos, superegos, discutidas pelos psicólogos em geral.

2. O que outros pensam e dizem de você - em suas variadas opiniões; (2Co 6.8; Mc 8.27-30)

Em seguida vem a opinião de terceiros, boas ou ruins a nosso respeito. Dependendo da convivência que tiveram conosco, ou de comentários de outros. Expectativas, frustrações e decepções, experiências ou pensamentos, falas e ações nas quais se identificaram ou não. Favorável ou contrariamente, concordância ou discordância. Esse é também o caso das ideologias, cosmovisões, afinidades ou perfis em geral.

Nesse ponto vem à lembrança daquela máxima: “dizem-me com quem andas que eu te direi quem és”, “quem anda com porcos, farelo come”.

Os relacionamentos humanos, em sua maioria são reais e verdadeiros ou condizentes com a realidade, tanto que sempre trazem alegrias ao menos temporais, boas memórias e/ou tristezas, mágoas e ressentimentos outras vezes, especialmente se não houver perdão e “tolerância” constante.

Os homens nem sempre reconhecerão ou retribuirão o mesmo zelo e consideração que você tiver por eles. Aprendamos isso. Lembremos também que a mesma queixa pode ser aplicada a você por aqueles que esperavam atenção e atitudes melhores suas. Você se frustra e se decepciona com os outros o mesmo acontece com os outros em relação a você, eles se frustram e se decepcionam também. Diante de suas expectativas nem sempre expressas ou compartilhadas. A quem muito se ama, muito provavelmente esse odiará caso haja mágoas não curadas será amargura de alma. Contudo os homens mudam como o vento:

"Os que hoje estão contigo amanhã talvez sejam contra ti, e reciprocamente, pois os homens mudam como o vento. Põe toda a tua confiança em Deus, e seja ele o teu temor e amor... Não te importes muito de saber quem seja por ti ou contra ti; mas trata e procura que Deus seja contigo em tudo que fizeres."

*Livro: "Imitação de Cristo", Tomás de Kempis. Ed. Martin Claret, 2001. pp. 47, 48.

Podemos ilustrar essas questões, com um casal na conquista e no divorcio, por exemplo.

No início dos relacionamentos, seja de amizade ou cortejo/conquista amorosa se oferece o melhor de si, cria-se e vive-se praticamente um perfil ou personagem amoroso, educado, gentil, cortês, sensível, compreensível, etc.

Do outro lado, cresce uma expectativa e imaginário de um pretendente a cônjuge ideal, a pessoa maravilhosa, a melhor que já conheci ou que já existiu neste mundo.

Pois há um esforço mútuo de agrados por palavras e ações, uma série de presentes e lisonjas, elogios, exaltação das virtudes qualidades da pessoa amada, objeto de devoção “eterna”, juras de amor sem fim, para que essa imagem tome forma, personifique. Ao ponto de uma dissimulação natural ou potencializando o que haveria de melhor no ser humano, esse é o momento que se ignora ou omite as falhas, o ponto alto da tolerância mútua sobre o efeito da inebriante da paixão. “A tolice do sábio e a sabedoria do tolo”.

Em vindo as crises e o divórcio, reconhecendo os seus erros e falhas ou não, ambos vão tentar justificar para si e para os outros sua decisão. Raras exceções são aqueles que reconhecem onde falharam, mas geralmente forma tímida onde 80 a 90% do erro foi para o outro.

Preservando na sua imagem e a do outro perante os filhos, familiares e amigos. Ou tentando influenciar a visão do outro. "acusando-se e defendendo-se", "raiz de amargura..."

Carta de divórcio nos tempos de Moisés tinha como objetivo preservar a imagem do outro perante seus parentes, amigos e a sociedade da época. Hoje ela é vista apenas como uma carta de liberdade dos compromissos matrimoniais, permissão para casar com outros quantas vezes quiser, ou quem sabe lá o quê.

3. Quem você realmente é diante de Deus; (Pv 21.2; Sl 139)

Primeira verdade que Deus dá a conhecer ao homem é que ele é pó. Criado do pó e tornará ao pó (Gn 1-3; Ec 12). Como neblina ou tempestade de areia que parece e logo se dissipa. (Tiago) Como erva que aparece, murcha e seca. Pois é um miserável pecador. Pobre, cego e nu (Ap 3), carente da graça, bondade, misericórdia e bendita compaixão do seu Criador. Que o fez vir à existência, Ele é quem o mantém vivo, começando pelo o ar que respira, o seu fôlego de vida. E por sua providência em todos os sentidos o preserva sobre a terra, não somente a ele, mas toda natureza e suas criaturas grandes e pequenas. (Sl 24; Mt 6; Rm, 11)

Somente Deus é a fonte de toda vida e bem que o homem possa desfrutar nessa terra. "pois, separado d'Ele não há alegria." (Ec 2; 9)

Voltando à um dos textos iniciais, vejamos que disseram alguns servos do SENHOR sobre o Salmo 144.3-4: “O homem é como um sopro; seus dias, como a sombra que passa.”

"A pergunta no versículo 3 (“O SENHOR, que é o homem para que te preocupes com ele, o filho do homem para que penses nele?") é muito parecido com aquela do Salmo 8.4, enquanto a resposta ("O homem é como o fôlego; seus dias são como a sombra efêmera", v 4) sumaria o pensamento do Salmo 39.4,5. Se a existência do homem é de uma natureza tão efêmera, então ele necessita totalmente do auxilio do Senhor!" ALLAN BARMAN

Em seus sofrimentos e angústias Jó fez a mesma pergunta ao SENHOR (Jó 7.17) – O que é o homem diante da santidade e justiça de Deus, pois se Ele contemplasse a iniquidade dos homens sem conceder perdão nenhum homem jamais subsistiria.

"3-4. Como preparação para o encontro com Deus (vv. 5s), serve a proclamação, mais uma vez vazada em forma fixa, de que toda dignidade humana-inclusive a do rei nada é por si mesma diante de Deus (cf. Is 6,5), mas consiste no fato de o homem ser objeto dos pensamentos e cuidados de Deus." ARTHUR WEISER

A NVI diz que essas palavras são uma "confissão de insignificância":

"Confissão da insignificância do homem e de como ele depende da ajuda de Deus."

“Verdades simples como a brevidade e a vaidade da vida do homem, e a certeza da morte, nos fazem bem quando pensamos nelas, falamos delas e aplicamos a nós mesmos.” Jó 7 - MATTHEW HENRY

“Pensamentos para a devoção pessoal/em família: Capítulo 7 1. A vida é curta (v. 6,16). A Bíblia é cheia de símbolos que enfatizam essa verdade: "Acabam-se os nossos anos como um breve pensamento" (SI 90.9) e "sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa" (Tg 4.14). As aflições de Jó lhe ensinaram a brevidade da vida não apenas em teoria, mas experimentalmente. Durante tempos de prosperidade, a brevidade da vida se toma algo fácil de esquecer. Como a tolice do homem rico (Lc 12.18), é fácil buscar conforto, pensando que a vida seguirá indefinidamente. As aflições nos ensinam que devemos usar nosso tempo com sabedoria à luz da morte e da eternidade (SI 90.12). Jó 7 - HERANÇA REFORMADA

8.4 Homem (...) filho do homem. Duas expressões hebraicas diferentes, mas ambas destacam a fragilidade e a fraqueza humana. Lembres. Lembrar-se no sentido de consideração e ação. Visites. Inspecione ou dê atenção. Essa pergunta expressa surpresa pelo cuidado que Deus tem pela humanidade (144.3; 3:J67.17). Salmo 8 - HERANÇA REFORMADA

144. "A pequenez e a brevidade da vida humana mostram a grandeza do amor de Deus ao se interessar por uma criatura tão pequena."

"Quando um povo presta obediência cordial e voluntária às leis, subordinando-se todos em seu próprio lugar, pacificamente, isto prova de modo notório a benção divina." Salmo 144.2 - CALVINO

144.2 "Misericórdia. Lealdade amor para que tu acha esta palavra, em outros textos é traduzida também como bondade benignidade ou graça." HERANÇA REFORMADA

“3.6 Jehovah, que é o homem? O salmista amplia a bondade demonstrada por Deus, fazendo uma comparação. Havendo declarado quão singularmente fora tratado, ele volve seus olhos para o íntimo e indaga: "Quem sou eu, para que Deus me demonstre tal condescendência? Ele fala do homem de um modo geral; e a circunstância notória é que ele recomenda a misericórdia de Deus, por mencionara sua condição humilde e desprezível. Em outras passagens, ele cita fundamentos de humilhação que diziam respeito a ele mesmo e à sua vida - aqui ele se limita ao que se refere à natureza comum de todos os homens. Embora, ao discursar sobre a natureza do homem, haja outras razões pelas quais ele poderia ter especificado por que era indigno do respe- to e do amor de Deus, ele menciona, de modo sucinto, o fato de que era como fumaça e como uma sombra. 5 Somos levados a inferir que as riquezas da bondade de Deus se estendem a objetos totalmente indignos em si mesmos. Somos advertidos, ao nos mostrarmos dispostos, em qualquer tempo, a esquecer o que realmente somos e a pensar que somos alguma coisa, não sendo nada, que o simples fato da brevidade de nossa vida destrói toda arrogância e orgulho. As Escrituras, ao falarem sobre a fragilidade humana, incluem tudo que está necessariamente conectada a ela. E, de fato, se a nossa vida se desvanece num instante, o que existe de estável sobre nós? Somos instruídos também sobre essa verdade - não podemos estimar devidamente a bondade divina, a menos que levemos em conta o que somos no tocante à nossa condição, visto que só podemos atribuir a Deus o que Lhe é devido por reconhecermos que a sua bondade é outorgada às criaturas sem qualquer merecimento. O leitor pode buscar mais informação sobre este ponto em Salmos 8, onde a mesma verdade é introduzida.” CALVINO

SALMO 144 - CHARLES SPURGEON

Verso 3. Uma nota de interrogação, exclamação e admiração.

A pergunta:

1. Nega qualquer direito do homem de reclamar a estima de Deus.

2. Afirma a grande honra que Deus colocou sobre ele assim mesmo.

3. Sugere que a verdadeira razão do tratamento generoso de Deus é a afabilidade do seu grande coração.

4. Subentende a conveniência de gratidão e humildade para com ele.

5. Incentiva os mais indignos a depositarem sua confiança em Deus (J. F).

 

1. O que era o homem quando veio das mãos de seu Criador?

(a) Racional.

(b) Responsável.

(c) Imortal.

(d) Santo e feliz.

2. O que é o homem em sua atual condição:

(a) Decaído.

(b) Culpado.

(C) Pecador.

(d) Infeliz e impotente em sua miséria.

3. O que é o homem quando ele acreditava em Cristo?

(a) Restaurado por um relacionamento correto com Deus.

(b) Restaurado por uma disposição correta para com Deus.

(c) Goza as influências do Espírito Santo.

(d) Está em processo de preparação para o mundo celestial.

4. O que o homem será quando for admitido no céu?

            (a) Livre de pecado e tristeza.

(b) Elevado à perfeição de sua natureza.

(c) Associado aos anjos.

(d) Próximo de seu Salvador e seu Deus (George Brooks).

 

O homem indigno é muito considerado pelo poderoso Deus (Ebenezer Erskine).

E uma maravilha acima de todas as maravilhas, que o grande Deus de tanto valor a algo como o homem.

1. Isso aparecerá se você considerar que grande Deus o Senhor é.

2. Que pobre coisa o homem é.

3. Em que grande estima o grande Deus tem esta pobre coisa, o homem.

(Joseph Alleine).

 

Verso 4. Ele não é nada, ele tem planos de ser algo, ele logo se vai, ele termina em nada quanto a esta vida; contudo há uma luz em algum lugar.

O mundo das sombra:.

1. Nossa vida é como sombras.

2. Mas a luz de Deus ilumina essas sombras. Nosso ser está em Deus.

A brevidade e mistério da vida fazem parte da providencia.

3. O destino das sombras; noite eterna; ou luz eterna (W. B. H.).

 

A brevidade de nossa vida terrena.

1. Um assunto proveitoso para meditação.

2. Uma censura para aqueles que providenciam apenas para esta vida.

3. Um chamado de trombeta para preparar-se para a eternidade.

4. Um incentivo para que o cristão aproveite esta vida para a glória de

Deus. (J. F)

 

Versículo 3

Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste. A mente carnal não enxerga Deus em nada, nem mesmo no que é espiritual ou em Sua Palavra e ordenanças. A mente espiritual enxerga Deus em tudo, até mesmo no que é natural, ao olhar para o céu e a terra e todas as criaturas. - ROBERT LEIGHTON

"Talvez não haja seres racionais por todo o Universo entre os quais o orgulho apareça mais inadequado, pois incompatível do que no homem, considerando a situação em que ele é colocado. Ele é exposto a inúmeras degradações e calamidades, à ira de temporais e tempestades, às devastações de terremotos e vulcões, à fúria de tornados, às tempestuosas ondas do oceano, às devastações da espada, à fome, pestes e inúmeras doenças; e no fim de tudo ele afundará na sepultura e seu corpo se tornará companheiro de vermes! Os mais dignos e altivos entre os filhos dos homens são suscetíveis a essas degradações e a outras similares, assim como os piores da família humana. Contudo, em tais circunstâncias, o homem- esse fraco verme feito do pó, cujo conhecimento é tão limitado e cujos desvarios são tão numerosos e notórios- tem a audácia de vangloriar-se em toda a soberba do orgulho e gloriar-se em sua vergonha.”

Pergunte ao profeta Isaías: "O que é o homem?", e ele responderá (40.6): o homem é "erva" - "Toda a carne é erva, e toda a sua glória, como a flor da erva." Pergunte a Davi: "O que é o homem?" Ele responderá (Salmo 62.9): o homem é "falsidade", não falso somente, ou enganador, mas "falsidade", e uma fraude. SALMO 8

"Somente vaidade são os homens plebeus; falsidade, os de fina estirpe; pesados em balança, eles juntos são mais leves que a vaidade." Salmo 62.9

Meu escudo. A palavra hebraica significa não o grande escudo que era levado por um escudeiro, mas o prático escudo arredondado com o qual heróis entravam em combates corpo a corpo. Um guerreiro o levava consigo quando usava seu arco ou sua espada. Geralmente era feito de metal, mas ainda era transportável e útil, e ainda servia de ornamento, sendo clareado ou ungido com óleo. Davi usufruiu abundantemente do Senhor, seu Deus, dia após dia, em muitas e bárbaras batalhas. Salmo 144.2 - C. H. SPURGEON

Versículo 3

SENHOR, que é o homem para que dele tomes conhecimento? Somente a condescendência infinita pode ser responsável pelo inclinar-se de Deus para ser Amigo do homem. E fazer do homem o sujeito da eleição, objeto da redenção, filho do amor eterno, o bem-amado da providência infalível, parente próximo da deidade, é, de tato, uma questão que exige mais do que as duas notas de exclamação como as encontradas nesse versículo. - C. H. SPURGEON