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segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Fundamentos Desprezados

Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?
O SENHOR está no seu santo templo;
nos céus tem o SENHOR seu trono; 
os seus olhos estão atentos,
 as suas pálpebras sondam os filhos dos homens.

(Salmos 11.3-4)


É cada vez mais comum ver cristãos, até "autodenominados" reformados, seguindo padrões e filosofias vãs, opiniões pessoais, palavras vazias de autoajuda focadas em si mesmos, colocando-as como máximas de maturidade cristã.

Quais os fundamentos bíblicos que usam? NENHUM, quando não usam textos fora de contexto e claras distorções da Palavra de Deus, seja por equivoco, desconhecimento, ou má intenção. 

Muitas vezes movidos por inveja, vaidades,  avareza, interesses próprios, frustrações pessoais, murmurações, mágoas, rancores e tantos outros sentimentos carnais e até mesmo malignos, como a difamação, falso testemunho - macular ou manchar reputações, espalhando contendas e desunião entre seus semelhantes, construindo e formulando conceitos errados pela elaboração da mente "maledicente", da palavra grega "diabolos".

Essas palavras podem parecer duras ou rancorosas? Mas, essa é a intenção para levar de fato a nossa reflexão.

Há nas Escrituras, claras orientações para resolução dessas questões das raizes de amarguras que contamina tudo a sua volta, não se deixar vencer pelo mal, mas vencer-lo pelo bem, e especialmente o amplo ensino sobre o "perdão".

"Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados." (Hebreus 12.14-15)

"Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem." (Romanos 12:21)

"Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou." (Efésios 4.31-32)

"Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição." (Colossenses 3. 12-14)

"E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. [Mas, se não perdoardes, também vosso Pai celestial não vos perdoará as vossas ofensas.]" (Marcos 11.25-26)

"...e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores... Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas."  (Mateus 9.12, 14-15)

Você ORA de fato pelos seus relacionamentos? Pois, estamos cientes das dificuldades de relacionamentos difíceis e complicados, principalmente quando há desarmonia de sentimentos, interesses, objetivos ou pontos de vista diferentes em muitas questões. Todas as palavras acima também podem está presente nas relações conflituosas.

Por outro lado, uma suposta "paz" pautada nas realizações egocêntricas, parece ser o padrão colocado no lugar da Escritura e tido como alvo "sagrado" e principal da existência humana. Tendo como base o individualismo egoísta em detrimento do coletivo familiar, eclesiástico e social.

Isso pode ser claramente percebido e observado até mesmo na maioria das músicas "evangélicas", estudos devocionais e pregações.

É uma situação lamentável a que vemos em nosso tempo. Mas sabemos que não é algo novo, e que cada geração experimentou algo semelhante. O desprezo pelos padrões estabelecidos pelo Criador e SENHOR. tanto para família, quanto para igreja e a vida em sociedade.

Vejamos alguns exemplos, na família, na igreja, nos negócios e relações sociais.

1. Começando pela família que é a base inicial e primeira célula da sociedade. Lutero dizia:

"Esse assunto me apavora pois não gosto de pregar sobre a vida matrimonial porque temo que, uma vez levantado o assunto, dará muito trabalho a mim e a outros. As malditas leis papais causaram tão miséria e uma confusão tão lamentável nessa matéria, e, além disso, por causa de um regime omisso, tanto da parte da autoridade eclesiástica quanto da secular, aconteceram tantos abusos abomináveis e aberrações, que não gosto de me meter nesse assunto nem ouvi falar a respeito. Mas não há como fugir à necessidade, tenho que atacar a questão, para instruir as miseráveis com ciências perturbadas, e ir em frente com coragem." (0bras Selecionadas, Vol. 5)

A questão do casamento é ainda mais complicada em nossos dias, parece que ninguém mais se importa com o padrão de Deus para essa união. Já ouvimos mesmo entre "cristãos" expressões que desonram a Palavra de Deus, muitos se referem ao sagrado matrimônio, como uma "prisão", "beco sem saída".

A máxima é "Se não der certo, SEPARA". E afirmam que é completamente natural, aliança, promessas e acordos serem rompidos por qualquer motivo, não importam mais se são justos, bíblicos ou não.

O conceito de "aliança, compromisso ou fidelidade" a muito já se perdeu, foi jogado fora, deixado para trás. O ensino do apóstolo Paulo, "enquanto vivem" ou "até que a morte o separe", refletidos e presentes nos votos matrimoniais, são ignorados ou desprezados totalmente.

O que dizer dos próprios votos de fidelidade a cada dia mais elaborados, além das frases tão conhecidas desses momentos: "na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, respeitar, honrar e cuidar" palavras jogadas ao vento pelos inimigos do casamento.

Ou mesmo o namoro e noivado, são tidos como menos sérios e importantes, pois são recreativos, podendo ser desfeitos em qualquer momento de discordância. 

Tudo é indiferente nessa nova configuração cultural de relacionamentos líquidos, que dilui ou derrete facilmente como uma camada fina de gelo escorrendo como água pelas mãos, diante do mínimo aquecimento das emoções, ou primeiras frustrações e decepções daquilo que foi imaginado e idealizado. 

Nessa cultura do delete, cancelamento, cortes, descarte é algo comum. Especialmente se não há amor genuíno. Todo esforço pelo amor é considerado vão, e qualquer padrão ou esforço por um relacionamento ou casamento bíblico é considerado nada. 

A tendência a um rápido abandono de propósitos mesmo que sejam nobres e honrosos, diante das primeiras reais dificuldades. Mas, não há como abandonar o dilema existencial, entre a "liberdade" e a terrível amaras na prisão da solidão.

Quem instituiu o casamento e disse que "não é bom que o homem esteja só"?

A Escritura afirma: "O que acha uma esposa acha um bem e encontrou benevolência do SENHOR", é Deus quem dar uma esposa, a origem e estabelecimento de uma família é um projeto do Criador. A união de um casal, em comum acordo na terra, é algo que confirma uma decisão vinda do céu. Nesse podemos fazer uma aplicação do texto: "o que ligardes na terra terá sido ligado no céu." E nesse caso, "o que Deus uniu não separe o homem."

Primeira coisa se deve considerar ainda sobre a solidão é que ela não é apenas o sentimento de um vazio, é também uma fase de preparação e valorização da companhia idônea. "Está afinal..." parece ser uma expressão de alívio e alegria por ter encontrado o que procurava na criação.

Podemos pensar assim a partir da criação. Por que Deus não criou o primeiro casal logo juntos? E a partir do próprio desenvolvimento do homem em seu crescimento natural. Ninguém nasce ou cresce já casado.

O que diz Romanos 8; 1 Coríntios 7 e 13; Efésios 5.22(...), não tem qualquer valor ou importância em nossos dias. O amor, ensino (parábolas, bodas, virgens, etc). O primeiro milagre que apontavam para o seu ministério, o exemplo e a relação de Noivo (Jesus) e sua (noiva) a igreja (Ef 5; Ap 19 - 21)  e as promessas de Cristo aplicadas ao casamento?

Fazem algum sentido ainda? Carrega algum valor entre "cristãos nominais" (porque muitos tem mais comportamento de ímpios do que de crentes) diante das claras Verdades Canônicas, são jogadas for? Na lata de lixo?

E se olharmos para parábola das 10 virgens, certamente as 5 tolas não viam benefício nenhum em aguardar a volta do noivo num futuro incerto, ainda com compromisso e fidelidade.

O eco e o ego do ímpio diria: "Vamos deixar de besteira e curtir o máximo que puder da vida aqui e agora." As prudentes poderiam responder: "Não, não posso, a minha fé e o meu amor estão firmados no Senhor e trocarei o que é verdadeiro pelo falso e temporário." Isso se chama fidelidade.

É bonito e emocionante, ler, estudar, e ouvir histórias daqueles que caminharam na fé, não pelo que viam, Abraão, o povo de Israel, os profetas, os os apóstolos e cristãos do passado, gastaram suas vidas. Vemos que em todos os casos, a fé e amor andam juntos com esperança e perseverança.

"O justo viverá pela fé... de fé em fé... Agora, permanece a fé, a esperança e o amor. O maior deste é o amor.

Qual a definição de fé? Hb 11 "é a certeza das coisas que se espera e não se ver."

Será que a história de amor entre Cristo e sua igreja é sem sentido? Vale a pena ser fiel? Mesmo sendo semelhante a um namoro a distância pela fé, onde não vemos o nosso amado. 

E ainda mais da incerteza da hora de sua volta. Sem falar que quando esse noivo estava na terra próximo da sua amada, não tinha nada para oferecer nem onde "reclinar a cabeça" (Mt 8.20; Lc 9.58), mas a própria vida no sofrimento.

"Ele nos amou primeiro" Conhecemos ele em parte de ouvir falar através de seus amigos se mensageiros. Através de suas palavras escritas. 

Mas sentimos Ele em nosso coração. E ainda, como noiva não éramos perdidas de amor pelo nosso noivo. Já pensou nosso noivo desistindo de nós? Do nosso casamento na consumação? Porque não o amamos na mesma intensidade? Porque o amor d'Ele é perfeito, infinito e incomparável.

Fé é uma coisa sem sentido? Só quem pensa umas loucuras dessas é quem não tem sentido. Não tem a noção mínima possível da soberania de Deus muito menos do Evangelho.

Para muitos não haveria nenhuma problema em ver Jesus como um "ex-noivo da sua igreja", pois os seus próprios padrões já são desviados das Escrituras. Admiram e concordam com os ataques dos ímpios e escarnecedores do casamento bíblico.

Qual o padrão da Palavra do Criador sobre o amor, o casamento e a família? Se você já leu a Escritura alguma vez, deve lembrar de alguns textos bíblicos sobre a questão: (Gn 2-3; Ec 4. 1Co 7; Ef 5.22-31; 1Pe 3).

"O casamento é um presente de Deus que exige esforço, para construí-lo é necessário amor, respeito, comunicação e perdão. Examine-se e peça a Deus sabedoria para fortalecer sua relação." (@submissaspiedosas)

Ler mais: A Excelência do Casamento

2. A Igreja é descrita como noiva de Cristo.

3. Os negócios pessoais e a vida social também estão presentes na Palavra de Deus, na sua Santa Lei, nos Evangelhos e no ensino dos Apóstolos. As próprias lei dos homens refletem o que está exposto na Sagrada Escritura.

sábado, 7 de dezembro de 2024

BENDITA ROTINA

Que saudade daqueles dias comuns de rotina abençoada.

Você já ouviu a expressão "bendita rotina"? Normalmente ela é usada no sentido irônico, negativo e de murmuração. Mas "bendita" significa "abençoada" - "abençoada rotina", diz respeito as bênçãos cotidianas.

Eu li uma frase que dizia: "Nada é tão especial quanto um dia comum." Isso significa que quando os dias são normais "tudo está bem". Aparentemente do ponto de vista humano, você pode planejar, organizar e até "controlar" as coisas, tudo "depende" de suas ações (porque na verdade, tudo está no controle de Deus - soberania, decretos e providencia).

Difícil é quando as coisas mudam de repente e foge totalmente da sua rotina, como em caso de saúde, guerras, calamidades, etc. Você não consegue controlar, apenas tenta contornar ou minimizar os efeitos colaterais.

Havia uma prática judaica que nos chamam a atenção sobre esse fato, um judeu religioso tinha o hábito de fazer orações ao acordar e ao dormir, lembrando-se das bençãos "comuns" e cotidianas:

"Ao acordar diga: "Meu Deus, a alma que me deste é pura; tu formaste em mim, tu a inspiraste em mim, tu a conservas em mim, e um dia tu a tomarás de mim e me devolverás no futuro; por todo o tempo que a alma está dentro de mim, eu te dou graças diante de ti, Senhor meu Deus, e Deus dos meus pais, Senhor de todas as almas. Sê bendito, Senhor, que fazes as almas voltarem aos corpos mortos". Ao ouvir o cantar do galo, diga: "Bendito seja aquele que deu inteligência ao galo, para distinguir o dia da noite". Ao abrir os olhos, diga: "Bendito aquele que dá ao cego a capacidade de ver". Ao se levantar e sentar-se na cama, diga: "Bendito aquele que liberta os prisioneiros". Ao se vestir, diga: "Bendito aquele que veste os nus". Ao se levantar, diga: "Bendito aquele que eleva os que estão curvados". Ao descer da cama, tocando a terra, diga: "Bendito aquele que estendeu a terra seca sobre as águas". Ao ficar completamente em pé, diga: "Bendito aquele que dispõe os passos do homem". Ao calçarem os sapatos, diga: "Bendito aquele que satisfaz as minhas necessidades". (...)"

Que Deus nos ajude a ter um coração mais grato pela "bendita rotina", pelos "dias comuns", "dias normais" em que as bençãos de Deus estão sobre nós, mantendo tudo tranquilo e em paz. Que não nos falte harmonia, sossego, saúde, trabalho e o pão nosso na mesa, como o maná vindo do alto sendo colhido a cada dia.

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Casamento

1. O que é um casamento?

2. A Origem do casamento

3. Os propósitos do casamento

4. Segundo casamento

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Emoções Difíceis

Tentando entender um pouco de tudo que nos tem acontecido nos últimos tempos.

LUTO

Uma das coisas mais difíceis que uma pessoa pode vivenciar é o luto. Eu não tinha ideia da dimensão desta palavra, muito menos da durabilidade desse sentimento de ausência e dor.

O luto é um estado carregado de muitas emoções, no livro de Apocalipse a palavra é seguida, de pranto e dor.

Alguns descrevem o luto, como um processo não necessariamente como fases "lineares", mas usando uma expressão da gramática grega, seria "pontilear", algo semelhante a uma espiral de pensamentos, sentimentos e emoções que se repetem continuamente.

A melhor ilustração que eu vi até o momento sobre o luto, é como uma marca profunda, como um buraco vazio dentro de nós, que aos poucos vai sendo revestido, mas permanece lá. Esse revestimento é gradativo, lento e muito doloroso. É semelhante a uma pérola que vai revestindo o grão de areia que fere o interior da ostra.

O luto está dentro de nós, ele nunca vai embora. É como uma cicatriz interna, por isso muitas vezes não é visível aos olhos dos que estão em nossa volta, mesmo para as pessoas mais próximas de nós.

C. S. Lewis comparou o luto um membro do próprio corpo que foi tirado e a mente ainda o sente e pensa que ele está ali.

terça-feira, 9 de abril de 2024

ESTER - PURIM

ORIGEM

Contexto: Ester 9.16-32

Semelhanças com outras festas:

 

"Além das festas da peregrinação e das austeras, a tradição hebraica tem outras, chamadas "menores" ou "pequenas", porque elas não são citadas na Torá. Entre estas as mais importantes são as festas de Hanukkah e de Purim, ligadas a dois eventos históricos especiais: a primeira refere-se a reconquista do tempo na guerra contra a Síria (165 a. C.), e a segunda a libertação da escravidão persa, Graças a coragem e a oração de Ester. Como se vê, ambas as festas celebram um acontecimento de libertação semelhante ao da Pesah, que lhes serve de fundamento e de modelo. Elas, se de um lado lembram todas as tentativas históricas de aniquilar o povo hebraico (dos persas aos romanos até o nazismo), testemunho ao mesmo tempo a força dos filhos de Israel, que sustentados por Deus, conseguiram sobreviver triunfar. Embora os inimigos de Israel sejam numerosos e violentos, Hanukkah e Pudim é a vida um sempre de novo sua lembrança de que Deus é sempre mais forte do que eles e que é sempre possível libertá-los de sua escravidão. Embora o significado dessas duas festas seja fundamentalmente o mesmo, sua celebração litúrgica é bem diferente: a primeira mais sóbria e séria; a segunda mais alegre e popular."


*Liturgia Judaica, Carmine. págs. 241-242.

 

"A leitura da "megillah", feita duas vezes por dia, uma de manhã e outra de tarde, em clima alegre e barulhento, de modo que quando o nome de Amã aparece é acompanhado de vaias, e diversos ruídos que exprimem desprezo e zombaria; enquanto o nome de Mardoqueu e de Ester são saudados com aplausos e gritos de alegria e júbilo. Os rabinos em seus ensinamentos insistem no significado positivo destes gestos. Sua finalidade "não é celebrar o ódio, a vingança e a reprovação dos inimigos, mas conservar sempre viva em nossa mente a esperança da vitória final daquilo que é justo", não criar sentimentos negativos, mas alimentar a fé... (a grande misericórdia de Deus vivo que frustrou os maus planos dos homens)."


*Liturgia Judaica, Carmine. p. 245.


Mordecai - Benjamita (Saul)

Hamã - Agagita (Amaleque) (Êx 17.16; Dt 25.17-19; 1Sm 15.23).


"O rei dos amalequitas contra quem Saul havia lutado (1Sm 15). Desde o tempo do êxodo, houve uma história de desavenças entre Israel e os amalequitas. Moisés declarou: "haverá guerra do SENHOR contra amaleque de geração em geração." (Êx 18.16; 1Cr 4.43). Israel foi incumbido de "riscar totalmente a memória de Amaleque de debaixo do céu". Saul foi instruído por Deus para destruí-los, mas desobedeceu o Senhor. Uma malaquita declararia mais tarde que matara Saul (2 Sm 1.8)."


*Introdução ao AT, Raymond. p. 187.


"O conflito entre os descendentes de Saul e Agague, portanto, é uma continuação da antiquíssima antipatia entre Israel e os amalequitas. Muitos detalhes da história de Ester podem ser entendido nesse contexto histórico. Essa inimizade existente há muito tempo entre Israel e os amalequitas que explica a repugnância de Mordecai em se curvar perante Hamã. A mesma inimizade também implica porque a Hamã, hoje furor era dirigido originalmente apenas a Mordecai, ampliou o objeto de sua ira e tentou destruir todos os judeus, quando ficou sabendo que Mordecai era um judeu (Et 3.5-6, 13)... O descanso de Israel em relação a seus inimigos está ligado à destruição dos amalequitas (Dt 25.19). Com tal tarefa concluída, os judeus desfrutam o "sossego dos seus inimigos" (9.22) "se levantará para os judeus socorro e livramento" (Et 4.14) e que a nação resistirá porque o desígnio de Deus não falhará.""


*Introdução ao AT, Raymond. pp. 187-188.

OBSERVÂNCIAS E COSTUMES

Cumprimentos: “Feliz Purim”

Leitura e Ensino da Torá

Apagar o nome de Hamã

Queima da imagem de Hamã

Presentes e caridade

Fantasias

Refeição de purim e bebidas

Comidas típicas


quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

A Excelência do Casamento

A EXCELENCIA DO CASAMENTO

"Digno de honra entre todos é o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros." (Hebreus 13.4)

Introdução

Nas Escrituras o Senhor é chamado de noivo e esposo, seu povo e Igreja, noiva e esposa. A infidelidade e idolatria são chamadas de adultério e apostasia. A aliança matrimonial é um pacto que sempre exemplificou a relação de Deus e seu povo, vemos isso claramente exposto nos profetas do Antigo Testamento, até mesmo demonstrado visível e drasticamente como no caso do profeta Oséas.

No Novo Testamento, fica ainda mais claro e evidente que o casamento reflete o relacionamento de Cristo e sua Igreja (Ef 5.22-33), assim como Jesus cuida de sua Igreja, o marido deve cuidar de sua esposa. Assim como Jesus irá apresentar sua igreja ao Pai, o homem irá um dia apresentar sua esposa perante Deus. 

É Deus quem dá uma esposa ao homem, assim como trouxe Eva à Adão. Se o homem não cuida dela como deve, conduzindo-a sempre com negligencia, descaso, amargura e maus tratos, o apóstolo Pedro diz que Deus nem ouvirá suas orações. Além disso, o Pai dela irá pedir contas do que se fez a sua filha, a quem Deus lhes confiou o cuidado, lhes concedendo o privilégio de tê-la como esposa. Algumas foram até mesmo pedidas em orações e recebidas como resposta das mesmas. Como pode ser depois desprezada tal dádiva?

O Senhor Jesus honrou o matrimônio de tal maneira que realizou o seu primeiro milagre, transformando a água em vinho em uma festa de casamento em Caná (Jo 2.1-11), o que apontava para o seu próprio ministério e foi ilustrado em suas parábolas (Mt 22.1-14; 25.1-13).

Não é à toa que o diabo, seus filhos e discípulos, tenha tanto ódio pela estrutura e definição bíblica de família. Pois, o casamento reflete e ilustra a relação do SENHOR com o seu povo. Deus mesmo é chamado de Pai, e concede esse privilégio ao homem, sua nação é chamada de mãe e o seu povo de filhos. Cristo é o noivo e esposo, a igreja sua noiva e esposa, mãe de muitos filhos, que o dragão, a antiga serpente sempre tentou destruir. (Is 50.1; 54.5-13; Ez 19.1-14; Ap 12.1-6, 13-17; 19.7-9; Êx 4.22; Is 1.2-9; Rm 9.25-26; Ap 21.7; 1Tm 4.1-3)

O apóstolo Paulo afirmou que o homem solteiro cuida das coisas do Senhor, mas o casado deve cuidar também das coisas do mundo em como agradar sua esposa (1Co 7.1-40). O apóstolo Pedro igualmente, disse que o homem deve viver a vida comum do lar (1Pe 3.1-7). E Salomão disse que nós devemos aproveitar a vida com a mulher que amamos como resultado do nosso trabalho. (Ec 9.9)

O que dizer de um homem que constantemente trata mal a esposa que Deus lhe deu? É como alguém que odeia a própria carne, pois não cuida da parte mais frágil de si mesmo, já que ambos são um só, "a costela" novamente unida ao corpo (Gn 2.21-23; Ef 5.28-29; 1Pe 3.7). Pior ainda, sendo um homem cristão, envergonhando e desonrando assim o nome de Deus, é equivalente ao uso do nome de SENHOR em vão, pois é como alguém que despreza as Escrituras.

I.      O Propósito do Casamento (CFW - XXIV.II) CAP 24:2 O matrimônio foi ordenado para o mútuo auxílio de marido e mulher(1), para a propagação da raça humana por uma sucessão legítima e da Igreja por uma semente santa(2), e para impedir a impureza(3). Ref.: 1- Gn 2:18. | 2- Ml 2:15; Gn 9:1. | 3- 1 Co 7:2, 9.

 

a.      Companhia Idônea - Companheirismo: (Gn 2.19; Ec 4.9-12; Ef 5.22-33; 1Pe 3.1-7; 1Co 11.)

b.      Proteção contra a Impureza: (Lv 18.20-23; 1Co 7.2-3)

c.      Geração e Criação de Filhos Piedosos: (Gn 1.27-28; Dt 6.4-7; Ef 6.1-4)


II.    Fundamentos do Casamento

a.      Pentateuco: Gênesis 2; Êxodo 20; Deuteronômio 5.

b.      Salmos 128, Provérbios 31 e Eclesiastes 4; 9.9

Salomão, responsável pela construção do Templo de Jerusalém, afirmou em um dos Salmos de sua autoria e no livro de Eclesiastes, que toda bênção e alegria do trabalho e da família procedem das mãos do SENHOR:

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dormem. Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão. Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade. Feliz o homem que enche deles a sua aljava; não será envergonhado, quando pleitear com os inimigos à porta.”(Sl 127)

“Nada há melhor para o homem do que comer, beber e fazer que a sua alma goze o bem do seu trabalho. No entanto, vi também que isto vem da mão de Deus, pois, separado deste, quem pode comer ou quem pode alegrar-se?” (Ec 2.24-25)

“Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem. Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa. Eis como será abençoado o homem que teme ao Senhor! O Senhor te abençoe desde Sião, para que vejas a prosperidade de Jerusalém durante os dias de tua vida, vejas os filhos de teus filhos. Paz sobre Israel!” (Sl 128)

Uma boa esposa também é fruto da graça e bênção de Deus, essas são de graciosas e de espírito submisso, respeitoso e manso. Pois, existem também aquelas que são instrumentos e alvo do juízo do Senhor, como Dalila e Jezabel, trazem ruína aos homens, são insubmissas, desrespeitosas, vivem provocando a ira de seus maridos, essas são chamadas de mulheres rixosa, iracundas, insensatas, infiéis:

“A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que procede vergonhosamente é como podridão nos seus ossos.” (Pv 12.4)

“A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba.” (Pv 14.1)

“Melhor é morar no canto do eirado do que junto com a mulher rixosa na mesma casa.” (Pv 21.9; 25.24)

“O gotejar contínuo no dia de grande chuva e a mulher rixosa são semelhantes” (Pv 27.15)

“Palavras do rei Lemuel, de Massá, as quais lhe ensinou sua mãe. Que te direi, filho meu? Ó filho do meu ventre? Que te direi, ó filho dos meus votos? Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos, às que destroem os reis... Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas joias. O coração do seu marido confia nela, e não haverá falta de ganho. Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida. Busca lã e linho e de bom grado trabalha com as mãos. É como o navio mercante: de longe traz o seu pão. É ainda noite, e já se levanta, e dá mantimento à sua casa e a tarefa às suas servas. Examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com as rendas do seu trabalho. Cinge os lombos de força e fortalece os braços. Ela percebe que o seu ganho é bom; a sua lâmpada não se apaga de noite. Estende as mãos ao fuso, mãos que pegam na roca. Abre a mão ao aflito; e ainda a estende ao necessitado. No tocante à sua casa, não teme a neve, pois todos andam vestidos de lã escarlate. Faz para si cobertas, veste-se de linho fino e de púrpura. Seu marido é estimado entre os juízes, quando se assenta com os anciãos da terra. Ela faz roupas de linho fino, e vende-as, e dá cintas aos mercadores. A força e a dignidade são os seus vestidos, e, quanto ao dia de amanhã, não tem preocupações. Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua. Atende ao bom andamento da sua casa e não come o pão da preguiça. Levantam-se seus filhos e lhe chamam ditosa; seu marido a louva, dizendo: Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas. Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada. Dai-lhe do fruto das suas mãos, e de público a louvarão as suas obras.” (Pv 31.1-3, 10-31)

Por isso, a mulher virtuosa é comparada a uma joia preciosa difícil de encontrar, ela é a coroa do seu marido, merece ser estimada e valorizada, a vida deve ser aproveitada ao seu lado, pois ela é dada pelo SENHOR:

“O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do Senhor.” (Pv 18.22)

Provérbios 19:14 A casa e os bens vêm como herança dos pais; mas do SENHOR, a esposa prudente.

“Então, considerei outra vaidade debaixo do sol, isto é, um homem sem ninguém, não tem filho nem irmã; contudo, não cessa de trabalhar, e seus olhos não se fartam de riquezas; e não diz: Para quem trabalho eu, se nego à minha alma os bens da vida? Também isto é vaidade e enfadonho trabalho. Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade.” (Ec 4.7-12)

“Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol.” (Ec 9.9)

Maltratá-la, repudiar, tratar com indiferença, amargura, desprezo ou abandonar a mulher que Deus nos deu é grande mau perante o SENHOR, se isso acontece é preciso arrependimento e perdão mútuo. Os profetas repreendiam os homens quando abandonavam a “mulher da tua mocidade”, ou seja, aquelas com as quais eles casaram na sua juventude, como Deus não abandona a sua Aliança seus servos também não devem abandonar (Is 54.6; Ez 16.60; Ml 2.14-16).

Sempre há uma forte tendência, especialmente nos jovens, um olhar “carnal” para a beleza física, mas é preciso observar também e especialmente as santas virtudes de uma jovem ao se escolher uma esposa, uma companheira para toda vida, pois vã é a beleza e a formosura que passará com o tempo, Enganosa é a graça (beleza), e vã, é a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada” (Pv 31.30). Temer ao SENHOR constitui ser obediente em adoração, e submissa ao que diz sua Santa Palavra.

Um coração enganoso ou ímpio tem o hábito de dar diversas desculpas injustificáveis perante Deus para desfazer seus laços matrimoniais, Adão ao culpar Eva, por sua negligencia, omissão, conivência e desobediência, também estava indiretamente culpando o próprio Deus: “Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi” (Gn 3.12).

c.       Profetas: Malaquias 2.14-16 - Deus odeia e abomina o divórcio.

“E perguntais: Por quê? Porque o Senhor foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança. Não fez o Senhor um, mesmo que havendo nele um pouco de espírito? E por que somente um? Ele buscava a descendência que prometera. Portanto, cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. Porque o Senhor , Deus de Israel, diz que odeia o repúdio e também aquele que cobre de violência as suas vestes, diz o Senhor dos Exércitos; portanto, cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis.

III.  A Excelência da Vida Conjugal

a.      Jesus e o Casamento

- O Ministério de Jesus

- Digno de honra é o casamento

               - O primeiro milagre

- A Igreja Noiva do Cordeiro

               - Assim como Deus levou Eva à Adão

- A mulher ao homem (como Pai entrega sua filha)

- Os eleitos são levados à Cristo

- As Bodas do Cordeiro e a Consumação dos Séculos

b.      Paulo e Pedro

- Efésios 5.22: A Simbologia do Casamento Cristão

- 1 Coríntios 7.1-40: Várias Questões Relacionadas ao Casamento

- 1 Pedro 3.1-7: A Vida Comum do Lar


c.       Jugo Desigual

IV. Reformadores e Puritanos

a.      Lutero

b.      Calvino

c.       Puritanos

Conclusão

sexta-feira, 30 de março de 2012

Ensina a Criança



O livro de Provérbios, escrito e organizado em sua maior parte por Salomão rei de Israel, filho de Davi, descreve dentre outros assuntos a responsabilidade para com a educação dos pequeninos, é nele que se encontra escrito um dos textos mais conhecido quando o assunto é o ensino das crianças no caminho do Senhor: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele." (Pv 22.6)

Um dos propósitos pelo qual esse livro foi escrito, foi exatamente as instrução dos jovens de Israel, nele existe ensinamentos relacionados à todas as áreas da vida e a educação do jovem e da criança. Portanto devemos ensinar a criança “o temor do Senhor (Pv 24.21), para que sejam sábias e andem pelo caminho que conduz a vida, respeitando os seus pais, ouvindo os seus conselhos e assim sendo motivo de alegria para eles e não de tristeza. (Pv 1.8-9; 6.20; 10.1; 17.25; 29.17; 19.26; 19.13).

Assim, como o apóstolo João disse dos cristãos, os pais dirão quando vir seus filhos sempre nos caminhos do Senhor, "Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade."(3 Jo 1.4), e poderão ainda, dizer como Josué seja qual for as circunstâncias: "Eu e minha casa serviremos ao Senhor" (Js 24.15).

Além disso, Deus sempre demonstrou interesse especial pelas crianças, desde os tempos antigos, já na aliança com Abraão Ele disse: “Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência.” (Gn 17.7). 

Quando o SENHOR instituiu a Páscoa disse que as crianças deviam ser informadas sobre o significado dessa festa que é uma das mais antigas do mundo.

Guardai, pois, isto por estatuto para vós outros e para vossos filhos, para sempre. E, uma vez dentro na terra que o SENHOR vos dará, como tem dito, observai este rito. Quando vossos filhos vos perguntarem: Que rito é este? Respondereis: É o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo se inclinou e adorou.” (Êx 12.24-27).

Nas tábuas da Lei dada a Moisés, na aliança que o Senhor fez com o seu povo, as crianças também são mencionados em alta consideração: “...Eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.” (Êx 20.4-6).

Dessa forma no Livro de Deuteronômio ficou registrado uma ordem de Deus, que se tornou uma das principais confissões dos judeus conhecida atualmente por "Shemá - Ouve". Pois a declaração diz: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.” O texto ainda, descreve que os mandamentos do Senhor devem ser ensinados aos filhos e aos filhos dos filhos para que eles também temam ao Senhor.

   
“Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o SENHOR, teu Deus, se te ensinassem, para que os cumprisses... para que temas ao SENHOR, teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida; e que teus dias sejam prolongados... Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te... Quando teu filho, no futuro, te perguntar, dizendo: Que significam os testemunhos, e estatutos, e juízos que o SENHOR, nosso Deus, vos ordenou? Então, dirás a teu filho: Éramos servos de Faraó, no Egito; porém o SENHOR de lá nos tirou com poderosa mão... O SENHOR nos ordenou cumpríssemos todos estes estatutos e temêssemos o SENHOR, nosso Deus, para o nosso perpétuo bem, para nos guardar em vida, como tem feito até hoje.” (Dt 6.1,2, 4-7, 20-21).


O Senhor Jesus também demonstrou um carinho todo especial pelas crianças e ficou registrado por seus discípulos o seu grande interesse pelos pequeninos, quando os seus discípulos tentavam impedir a aproximação delas. “Trouxeram-lhe, então, algumas crianças, para que lhes impusesse as mãos e orasse, mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus... Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele. Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava.” (Mt 19.13,14; Mc 10.15,16).

Assim também, as famílias e as igrejas de nossos dias devem dá atenção especial aos pequeninos do Senhor, os pais, os pastores, professores e auxiliares devem reconhecer o privilégio e a responsabilidade que há na educação infantil, pois esse é um trabalho de grande importância para a família e para a igreja do Senhor.


Por isso, dediquemo-nos e procuremos executar da melhor forma possível essa tarefa que nos foi confiada pelo Senhor da Igreja, certamente há uma grande recompensa da parte do nosso Deus para aqueles que o amam e servem de todo o coração. Ele nos chamou para compartilhar a sua Santa Palavra também com os pequeninos, pois, as crianças precisam igualmente aprender o valor e a importância da Palavra de Deus para suas vidas, e assim devem aprender a amá-la e guardá-la em seus corações.

 


PS.: Há um grande pesar em minh'alma, pois, sinto o meu coração partido por não conseguir contribuir mais com o Departamento Infantil da minha amada igreja.